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Mau tempo Governo volta a prolongar situação de calamidade até 15 de fevereiro

6/02/2026 às 02:35
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A situação de calamidade vai voltar a ser prolongada em Portugal continental, estendo-se por mais sete dias, de domingo até 15 de fevereiro, devido à continuação do mau tempo, anunciou ontem o primeiro-ministro.

“Sabemos que ainda teremos uma situação difícil que vai prolongar as condições que justificaram precisamente esta situação de calamidade”, afirmou Luís Montenegro, numa declaração na residência oficial em São Bento, em Lisboa, após a reunião semanal do Conselho de Ministros e depois de se ter reunido com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em Lisboa.

Além de prolongar a situação de calamidade, o Governo decidiu decretar a situação de contingência "nas zonas com risco maior em termos de inundações", que é o nível intermédio na Lei de Bases da Proteção Civil, inferior à calamidade e superior ao alerta.

“Garantimos assim, de facto, a continuação da mobilização de todos os meios da proteção civil, dos bombeiros, dos militares, das forças de seguranças, dos departamentos de saúde, de segurança social, de apoio psicológico, dos sapadores florestais, das autarquias locais. Só juntos, com todo o contributo, que tem sido absolutamente inexcedível de todas estas entidades, e também de muitas pessoas, de muitos voluntários, só com esse esforço conjunto é possível enfrentar uma adversidade como aquela que temos pela frente”, declarou o primeiro-ministro.

Devido ao mau tempo, o Governo começou por decretar situação de calamidade em Portugal continental entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois estendido até ao dia 08 de fevereiro para 68 concelhos, voltando hoje a prolongar até 15 de fevereiro.

“Nestas e nas próximas horas muitos vão continuar a enfrentar situações de extrema dificuldade. A chuva sem precedentes e os riscos de cheias colocam risco sérios em várias regiões do país”, avisou o chefe do Governo, apelando a todos os cidadãos para que sigam as orientações das autoridades, em particular da Proteção Civil, porque “os riscos não devem ser desvalorizados”.

Sobre a necessidade de a população se proteger dos “riscos elevados” que se preveem nos próximos dias, o governante disse que “zonas ribeirinhas e estradas instáveis devem ser evitadas e, se for caso disso, evacuadas”.

“Portugal enfrenta desde o dia 28 [de janeiro] uma catástrofe sem precedente e ao impacto dessa tempestade junta-se agora uma outra, também com um registo histórico comparável em termos de pluviosidade a tempos já muito, muito passados. Por isso, esta é uma oportunidade para nós mostramos toda a nossa capacidade, para mostrarmos a capacidade de Portugal e a capacidade dos portugueses”, declarou.

Luís Montenegro sublinhou ainda que a situação que o país enfrente devido ao mau tempo constitui “uma crise devastadora, é uma crise que vai impor um processo de recuperação que será longo, que será exigente”, além de todas as missões imediatas de reposta de emergência.

O primeiro-ministro disse também que o Governo tem feito “um esforço enorme” para mobilizar todos os recursos, “seja para decidir rápido, seja para de forma eficaz responder a todas as muitas necessidades das pessoas e da comunidade”.

No início da declaração, o chefe do Governo voltou a manifestar profundo pesar e sentidas condolências às famílias das vítimas do mau tempo, expressando também “compreensão e solidariedade e uma palavra de esperança e conforto aos milhares de portugueses que foram e estão a ser afetados por esta catástrofe natural”.

Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

Lusa

Palavras chave:
Mau tempo