Mau tempo Cerca de 250 pessoas retiradas das zonas de risco em Santarém
Cerca de 250 pessoas foram retiradas antecipadamente das três zonas ribeirinhas no concelho de Santarém que sofreram inundações com a subida do rio Tejo, adiantou hoje à Lusa o presidente da câmara.
A autarquia de Santarém já tinha determinado durante a manhã de quinta-feira a evacuação das três zonas em risco: Ribeira de Santarém, Caneiras e Reguengo do Alviela.
O presidente da Câmara de Santarém, João Teixeira Leite, destacou à Lusa, pelas 00:30 de hoje, que o caudal do rio ainda está a aumentar e que os dados apontavam que "neste momento" estavam a ser debitados 8.500 metros cúbicos por segundo.
"É um valor elevado que requer essa monitorização, esse acompanhamento, na certeza que com este valor o nível de água vai aumentar", salientou.
A aldeia de Caneiras foi totalmente evacuada, enquanto na Ribeira de Santarém uma percentagem muito elevada de pessoas deixaram as habitações, tendo ficado pessoas que habitam no primeiro ou segundo piso, sem risco acrescido, estando a ser acompanhadas e monitorizadas, frisou João Teixeira Leite.
"No Reguengo do Alviela, também através da nossa corporação de bombeiros, a situação está a ser monitorizada e acompanhada", frisou, acrescentando que, no total, cerca de 250 pessoas foram retiradas das suas casas.
Foi também criado um centro de acolhimento no pavilhão municipal, com "todas as condições, do ponto de vista clínico e médico, para pernoitarem, e com alimentação", uma infraestrutura que está a acolher 51 pessoas.
A autarquia determinou também o encerramento das escolas no concelho na sexta-feira, para "evitar assim a deslocação das pessoas pelas estradas", acrescentou João Teixeira Leite, que apelou "ao mínimo de deslocações possíveis por parte da comunidade".
Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 de fevereiro para 68 concelhos, voltando hoje a ser prolongada até 15 de fevereiro.
Lusa