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PRR

Costa destaca criação de 53 consórcios com 3 mil ME de agendas mobilizadoras (c/áudio)

17/03/2023 às 15:52
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O primeiro-ministro considerou hoje "verdadeiramente surpreendente" o número de consórcios criados através da agendas mobilizadoras já aprovadas e em execução (53), que constituem uma das componentes fundamentais do PRR envolvendo 3.000 milhões de euros.

António Costa falava na apresentação do ‘Caima Go Green’, na fábrica instalada em Constância (Santarém), do Grupo Altri, e que incluiu a visita aos trabalhos em curso de construção de uma nova central a biomassa a partir de resíduos florestais, para produção de energia e vapor, e que vai posicionar a Caima como “a primeira fábrica de fibras celulósicas na Península Ibérica a funcionar sem recurso a combustíveis fósseis”.

“A reação que, quer o sistema científico e tecnológico teve, quer o que o sistema empresarial teve ao desafio das agendas mobilizadoras foi verdadeiramente surpreendente”, disse António Costa, lembrando que “a dotação inicial no Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) era de 980 ME”, montante que “muitos achavam ser um excesso de otimismo”, no âmbito do programa de capitalização e inovação empresarial.

“A verdade é que, num curtíssimo espaço de tempo (…) multiplicaram-se os consórcios e nesta fase final nós temos 53 consórcios com agendas mobilizadoras aprovadas e a dotação inicial (…) teve de passar para três mil ME, tal foi a adesão do sistema empresarial, científico e tecnológico”, notou.   

O PRR envolve mais de 18 mil milhões de euros entre subvenções e empréstimos até 2026, tendo Costa afirmado que as agendas mobilizadoras, depois de aprovadas, estão agora “na fase mais interessante”, referindo-se à sua execução.  

 

António Costa, primeiro-ministro

“Como vimos, as agendas não estão paradas. Está concluída? Não. Mas está iniciada, está em marcha, tem um calendário de execução e vai estar concluída a tempo e horas”, assegurou o governante.

Na visita ao ‘Caima Go Green’, projeto de investimento na ordem dos 130 ME e que conta com um financiamento substancial do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), cabendo à Caima uma fatia de 44.4 ME, José Soares de Pina, CEO da Altri, disse que a nova caldeira deverá estar concluída em outubro o que esta “vai ser a primeira fábrica de fibras celulósicas na Península Ibérica, e uma das primeiras na Europa, a funcionar sem recurso a combustíveis fósseis”.

Segundo o gestor, a nova caldeira de biomassa vai aumentar a capacidade de produção de energia elétrica da Caima, permitindo responder à totalidade das necessidades de energia térmica da fábrica.

Além disso, notou, a produção excedentária, de 10 MHW, reforçará a injeção de energia verde na rede energética nacional.

 

António Costa, primeiro-ministro

O projeto, elogiou António Costa, além do papel no desígnio da descarbonização, permite ainda “evoluir na cadeia de produção”, tendo feito notar que, à pasta de papel ali produzida, essencialmente para exportação, se vai “acrescentar uma nova etapa na cadeia de valor, também com a transformação da pasta em fibra têxtil”.

O primeiro-ministro deixou ainda uma nota para a importância da floresta, setor em que a Altri também tem uma importância grande. E afirmou que o grupo “tem valor na floresta e dá valor à floresta” e acrescentou que é preciso aumentar a resiliência na floresta.

António Costa referiu que com a valorização da biomassa “reforçamos a defesa da nossa floresta” aproveitamos todos os produtos e acrescenta-se como mais fonte de riqueza para a comunidade.

António Costa, primeiro-ministro

A caldeira de biomassa da Caima, num vasto projeto de investimento de 40 milhões de euros deverá estar concluído em outubro deste ano e implica desde logo que a empresa passa a ser cem por cento autónoma na produção de eletricidade que necessita. E ainda vai vender para a rede pública.

 

C/ Lusa