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31 jan 2023
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Cheias de dezembro destruíram cais de Almourol

16/01/2023 às 16:49
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O mau tempo que em dezembro passado causou prejuízos um pouco por todo Portugal continental, também não poupou o cais do Castelo de Almourol, no concelho de Vila Nova da Barquinha.

Fernando Freire, presidente da Câmara, deu conta que, com a ajuda do Regimento de Engenharia N. º 1, foi possível intervir no cais, em pleno leito do rio Tejo.

O autarca informou que a Autarquia continua a monitorizar os metros cúbicos do rio para prevenir futuros danos que possam ocorrer em cenário de cheias.

Para já, Fernando Freire assumiu que iria enviar um ofício ao Governo, visto “outros municípios atingidos estarem a fazer chegar ao Governo algumas despesas que foram relevantes”.

No concelho de Vila Nova da Barquinha, os estragos “foram alguns” verificaram-se “sobretudo junto da zona ribeirinha, nomeadamente no cais de Tancos e no cais de Almourol, com o arrancamento de algumas placas de sinalização turística. Com mais dor, foi o cais sul de Almourol que ficou completamente danificado, empenado, destruído e é o prejuízo mais relevante”.

Fernando Freire falou “num valor muito perto dos 100 mil euros” referente à aquisição do cais sul de acesso ao Castelo. O cais “tem 10 anos mas devido, essencialmente, à questão das instabilidades do leito do rio e também porque a estrutura era muito em aço”, a destruição foi maior. O mesmo não aconteceu com o cais norte “que tinha sido reparado dois meses antes e onde tinham sido colocados flutuadores”.

O problema, já colocado pelo Município à Agência Portuguesa do Ambiente, “é a variação significativa do caudal”. O presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha explicou que “de repente, temos dois metros acima do leito normal do rio e, logo de seguida, temos o leito dois metros abaixo. Isto deve-se a descargas completamente aleatórias por parte das barragens, que por sua vez, tem a ver com a produção de energia”.

Neste caso em concreto, foi “a violência das correntes que se fizeram sentir”. Da parte das boas notícias esteve o cais de Tancos, “que também é novo, foi comprado o ano passado e que resistiu a esta intempérie”.

Nos Trilhos Panorâmicos do Tejo “foram situações pontuais, nomeadamente na zona da margem direita do rio Zêzere uma parte do passadiço ficou alagado mas não sofreu danos, até porque a força maior da água vinha no sentido do Tejo. O que temos a fazer ali é uma questão de limpeza, retirar algumas pedras e obstrução dos trilhos mas são coisas sem valor significativo”.

O valor mais significativo, na ordem dos 100 mil euros, tem a ver com o cais de Almourol, “valores de 2021, quando fizemos a aquisição do cais de Tancos”.

Fernando Freire confirmou estar a ponderar o envio do montante dos prejuízos ao Governo pois, tal como em situações anteriores, “está-se a trabalhar no inventário dos prejuízos no Porto, em Lisboa e também no Alto Alentejo. Pela nossa parte também fazemos o nosso papel e vamos remeter à Administração central. Se houver fundos comunitários ou alguma gaveta do Orçamento Geral do Estado que possa comparticipar, para um concelho como Vila Nova da Barquinha, é sempre relevante”.

Questionado se poderia juntar-se a outros municípios ribeirinhos que tiveram estragos consideráveis devido à mesma situação de cheias, nomeadamente Mação, com a destruição parcial dos passadiços de Ortiga, Fernando Freire confirmou que é um assunto que irá levar à Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Afirmou ainda já ter falado com o presidente Vasco Estrela, da Câmara de Mação, “para que possamos discutir todos, no âmbito da Comunidade Intermunicipal, e fazermos um inventário das respetivas despesas para remetermos para a tutela sobre estas situações”.

“Acho que uma ação concertada terá muito mais peso do que um ato isolado”, assumiu o presidente da câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha.