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04 jul 2022
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Sociedade

O sector do mel precisa de mais apicultores e mais jovens (C/ÁUDIO)

20/05/2022 às 14:55
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Esta sexta-feira, 20 de maio, assinala-se o Dia Mundial da Abelha, proclamado pela ONU em em 2017 e que teve a primeira “comemoração” em 2018.

As abelhas são fundamentais para a manutenção da biodiversidade e essenciais à vida na terra como também constituem uma fonte de rendimento.

Mas, cada vez mais, as abelhas enfrentam perigos crescentes. Desde a destruição da floresta pelos incêndios, às alterações climáticas e, mais recentemente, o maior perigo que são as vespas asiáticas.

Em Mação, com sede em Queixoperra, a Melbandos é uma associação que junta apicultores dos concelhos de Mação, Vila de Rei, Sertã e Proença-a-Nova. Tem cerca de oito dezenas de associados e dez mil colónias. A associação, que integra a Federação Nacional dos Apicultores de Portugal presta serviços de rastreio de doenças nos apiários, formação em sanidade apícola e maneio produtivo das colónias, extração e embalamento de mel [tem em funcionamento uma central meleira], promove a aquisição do mel aos associados e tem ainda a venda de mel embalado.

O presidente da Melbandos reforçou depois os problemas que são causados pela vespa asiática, que destrói colónias inteiras das “nossas” abelhas meleiras. E esse é um problema crescente em Portugal e com incidências claras na zona de Mação, mesmo com todas as armadilhas que os apicultores espalham para proteção das suas colmeias.

Sendo a abelha o inseto fundamental para a polinização, e consequentemente, pela manutenção da vida na Terra, Fernando Monteiro defende mais apoios das instâncias europeias e vê nas AIGP [Áreas Integradas da Gestão de Paisagem], que por acaso até estão com apresentações públicas no concelho de Mação, uma ferramenta para fazer crescer este setor.

Fernando Monteiro, presidente da Melbandos

O mel na região, de Mação, continua a ser categorizado como de Rosmaninho, Urze e Multiflora, mas na verdade todo o mel tem mais tipos de pólen do que um único. Fernando Monteiro explicou que não temos monoflora e que mesmo no mel de urze, o mais escuro, encontramos pólen de outros tipos de plantas. Já o multiflora permite juntar dezenas de plantas. E é, apontou, nesta multiplicidade que se vê a importância das abelhas na nossa vida.

O Dia Mundial das Abelhas assinala-se a 20 de maio, desde 2018. Foi proclamado pela ONU para lembrar a importância da polinização e dos seus diferentes agentes para um desenvolvimento sustentável.

Há uma frase célebre de Albert Einstein que diz: “Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais, não haverá raça humana.”