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19 jan 2022
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Sociedade

Centro com 559ME de fundos para sustentabilidade e eficiência no uso de recursos

6/12/2021 às 19:31
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A região Centro é a segunda do país com maior volume de financiamento em sustentabilidade e eficiência no uso de recursos, com 559 milhões de euros do fundo de coesão atribuídos, num investimento total de 881 milhões de euros.

Numa sessão realizada hoje, no Convento de Cristo, em Tomar, de balanço do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) para a região Centro, a responsável pelo programa, Helena Azevedo, afirmou que nesta região se localizam 37% do total dos 2.018 projetos aprovados no país, sendo esta a segunda com maior volume de financiamento, a seguir à região Norte.

Segundo Helena Azevedo, a maior fatia destina-se à área da proteção do ambiente e da promoção da eficiência de recursos, com 468 projetos aprovados, num investimento total de 415 milhões de euros, ao qual está atribuído um fundo de coesão de 283 milhões de euros.

Destes 415 milhões de euros, 385 destinam-se ao ciclo urbano da água, num investimento total de 300 milhões de euros para a melhoria dos sistemas de abastecimento de água e de saneamento e da qualidade das massas de água.

Helena Azevedo disse que a região Centro está, também, a “apostar forte” na transição energética, com vista à descarbonização, com 65 projetos que contam com um apoio de fundo de coesão aprovado de 113 milhões de euros, que envolvem um investimento total de 250 milhões de euros.

Como exemplo, apontou quatro projetos recentemente aprovados para a produção de hidrogénio e outros gases renováveis em Aveiro, em Leiria e no Oeste.

Referiu também quase 50 projetos de eficiência energética nos edifícios da administração pública, nomeadamente, realizados pelos institutos politécnicos da região e por outras instituições de ensino superior, bem como por diversos hospitais “que estão a fazer fortes investimentos”.

“Mas também é uma região que aposta muito na mobilidade sustentável”, disse, salientando ser da região o maior projeto neste domínio a nível do país, o Sistema de Mobilidade do Mondego, a que acrescentou os vários projetos para substituição de frotas de autocarros poluentes por autocarros limpos ou a construção de um ferry elétrico em Aveiro, para substituir um “bastante poluente”.

Por outro lado, referiu os projetos relacionados com a adaptação às alterações climáticas e com a prevenção de riscos, numa região “muito vulnerável”, salientando estarem aprovados 148 projetos, num investimento total de 176 milhões, que conta com apoio comunitário de 136 milhões de euros.

Apontou, ainda, a proteção das zonas do litoral, com apoio à “redução do risco numa grande extensão da linha de costa em situação de erosão na região Centro”, e o apoio às associações humanitárias de bombeiros voluntários, para infraestruturas e aquisição de veículos operacionais e equipamentos de proteção individual, sobretudo para as corporações mais afetadas pelos “catastróficos incêndios de 2017”.

Outros projetos visaram a instalação de sistemas de videovigilância para a deteção e alerta precoce de incêndios, a redução do risco de cheias e inundações nas zonas mais ameaçadas.

Na área da valorização dos resíduos foram aprovados 56 projetos, com um investimento total de 68 milhões de euros, contribuindo para a deposição em aterro e aumento da reciclagem, salientou.

A recuperação de passivos ambientais de origem mineira e industrial tem “também um investimento importante de 40 milhões”, disse, referindo investimentos de menor montante, mas que “são importantes para a resiliência do território”, no domínio da Conservação da Natureza e da biodiversidade.

“A região Centro fica mais resiliente com todos estes investimentos”, declarou.

Com uma taxa de execução global do POSEUR de 60%, Helena Azevedo apelou ao contributo para se atingir o objetivo de 62% até ao final do ano, lembrando que faltam dois anos para aplicar o resto da verba e concluir a execução física dos projetos.

Portugal executou, até ao momento, 60% do POSEUR, com os 2.018 projetos aprovados a superarem os 2,2 mil milhões de euros dos fundos, representando um investimento total de 3,7 mil milhões de euros, disse, na sessão, o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Matos Fernandes.

A presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) Centro, Isabel Damasceno, salientou a “clareza” e “transparência” da forma como o POSEUR tem sido gerido.

Palavras chave:
POSEUR Tomar;