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Três aniversários lembrados na peregrinação de maio a Fátima

11/05/2022 às 10:52
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A peregrinação de 12 e 13 de maio ao Santuário de Fátima assinala os 105 anos da primeira aparição de Nossa Senhora aos três videntes – Francisco, Jacinta e Lúcia – na Cova da Iria, em 1917.

Milhares de peregrinos são esperados no Santuário por estes dias, depois de dois anos de grandes constrangimentos provocados pela pandemia de covid-19, os quais não deixarão de lembrar que, há cinco anos, o papa Francisco encerrava em Fátima o centenário das aparições com a canonização dos santos Jacinta e Francisco Marto.

Na ocasião, na homilia da canonização, Francisco apontou os dois novos santos como “um exemplo”, considerando que “a força para superarem contrariedades e sofrimentos lhes foi dada pela Virgem Maria, presença constante nas suas vidas”.

No dia anterior, 12 de maio, Francisco, na oração proferida, após um momento de recolhimento frente à imagem de Nossa Senhora, proferiu palavras cuja atualidade é reforçada face ao conflito vivido no leste da Europa: “Seremos, na alegria do Evangelho, a Igreja vestida de branco, da alvura branqueada no sangue do cordeiro derramado ainda em todas as guerras que destroem o mundo em que vivemos”.

A estes dois aniversários – os 105 anos da primeira aparição e os cinco anos da canonização de Francisco e Jacinta – soma-se um terceiro, o dos 40 anos da primeira visita de João Paulo II ao Santuário de Fátima.

João Paulo II, que para muito é o verdadeiro “Papa de Fátima”, esteve em Fátima a primeira vez um ano após ter sofrido um atentado na Praça de S. Pedro, em Roma, em 13 de maio de 1981, perpetrado pelo turco Ali Agca.

De imediato, o papa polaco atribuiu à proteção da Virgem de Fátima o facto de ter sobrevivido aos tiros por Agca.

“Venho hoje aqui porque exatamente neste mesmo dia do mês, no ano passado, se dava na Praça de São Pedro em Roma [um atentado] contra a vida do papa, que misteriosamente coincidia com o aniversário da primeira aparição em Fátima. Estas datas encontraram-se entre si de tal maneira, que me pareceu reconhecer nisso um chamamento especial para vir aqui; eis que hoje aqui estou. Vim, para agradecer à Divina Providência neste lugar que a Mãe de Deus parece ter escolhido de modo tão particular e, quiçá, uma chamada à atenção para a mensagem que daqui partiu há 65 anos, por intermédio de três crianças, filhas de gente humilde do campo, os pastorinhos de Fátima, como são conhecidos universalmente”, afirmava então João Paulo II.

Esta viagem a Fátima, porém, ficaria marcada, na noite de 12 de maio, por uma nova tentativa de atentado, quando o então sacerdote integrista espanhol Juan Fernandez Khron tenta atingir o papa com uma faca, não o conseguindo por intervenção de um dos polícias portugueses que escoltava João Paulo II.

Dois anos depois, em 1984, João Paulo II ofereceu ao Santuário de Fátima a bala que o atingiu no abdómen no atentado de Roma, projétil que em 1989 foi incrustado na coroa da imagem de Nossa Senhora.

João Paulo II viria a Portugal mais duas vezes: em 1991 e em 2000, anos em que presidiu à celebração de beatificação de Francisco e Jacinta Marto.

Nesta ocasião, foi feita a revelação da terceira parte do Segredo de Fátima, pelo então Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Angelo Sodano.

Lusa