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Greve

Trabalhadores da Silicália iniciam paralização em Abrantes por melhores salários (c/áudio)

13/03/2023 às 17:58
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Os trabalhadores da fábrica Silicália, no Pego, Abrantes, iniciam hoje uma paralisação de um dia, que se repetirá na quinta-feira, para obter da administração da empresa, de capitais espanhóis, um compromisso de melhoria salarial e outras regalias sociais.

Os 140 trabalhadores da Silicália Portugal - Indústria e Comércio de Aglomerados de Pedra, S.A., instalada junto à central termoelétrica do Pego, em Abrantes, no distrito de Santarém, reivindicam um aumento salarial de 150 euros, atribuição de seguro para todos os trabalhadores e o aumento do atual subsídio de refeição de seis euros para 7,60 euros.

Em declarações à Lusa, António Amaro Costa, do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica, Cimentos e Similares, Construção, Madeiras, Mármores, Cortiças do Sul e Regiões Autónomas (STCCMCS\CGTP-IN), disse que a estas reivindicações a empresa tem dito “sempre não”.

“Esta greve consiste em que a empresa perceba que os trabalhadores da Silicália merecem respeito e que sem estes trabalhadores também não andará para a frente”, afirmou.

Os trabalhadores reivindicam uma “efetiva negociação salarial e melhoria das condições de trabalho”, com um “aumento salarial digno e um aumento do valor do subsídio de alimentação”, além da “reposição dos subsídios de turno indevidamente retirados, seguro de saúde para todos e eliminação dos fatores de risco que originam as doenças profissionais”, explicou.

António Amaro da Costa

Ainda segundo António Costa, com a greve os trabalhadores querem alcançar o que “é justo e necessário” para todos os funcionários, já que a administração da empresa ouve as reivindicações, mas “a resposta é sempre não e que não há condições” para um acordo.

“Acho que havia todas as condições da Silicália poder negociar, não digo a todas as matérias, mas a grande parte delas. A empresa recebe-nos, responde, mas a resposta é sempre não e que não há condições. E, ao longo dos anos, tem sido isto”, criticou, recordando que os trabalhadores já fizeram um dia de greve, em 09 de fevereiro, pelos mesmos motivos.

Agora, de modo a "demonstrar a sua indignação” e para “dar força à reivindicação”, os trabalhadores da Silicália iniciam um novo período de protesto hoje, às 22:00, até às 24:00 de terça-feira.

Na quarta-feira, os trabalhadores iniciam nova greve às 22:00 até às 24:00 de quinta-feira.

A agência Lusa tentou contactar a administração de empresa, sem sucesso.

Lusa