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27 set 2022
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Região

BE questiona Ministério do Ambiente sobre toxinas no Rio Tejo

5/09/2022 às 10:00
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Créditos: proTejo 2022

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda interpelou o governo por causa do "bloom de algas" detetado no Rio Tejo, no final de julho passado. De acordo com uma informação enviada ás redações “os deputados Os bloquistas querem saber se o Ministério do Ambiente tinha conhecimento da situação, que medidas vai tomar e se pediu explicações aos congéneres espanhóis.”

Nesta nota o Bloco indica que “a contaminação por cianobactérias foi primeiramente detetada na Barragem de Alcântara, a 26 de junho, e mais tarde no Rio Tejo, em Vila Velha de Ródão.” O partido alertou que "quando há alta concentração de cianotoxinas surgem consequências para os sistemas ecológicos aquáticos", podendo mesmo "vir a ocorrer episódios invulgares de mortandade de peixes e outros animais". Segundo o documento enviado pelos bloquistas, o caso poderia tornar-se "caso de saúde pública", caso "estas toxinas se apresentem nas águas captadas para abastecimentos domésticos, ou em espaços utilizados para a prática da pesca ou outras atividades humanas".

Ainda de acordo com a mesma nota, o BE lamentou, ainda "a carente e inexistente ação governamental neste domínio", o que considera ser "um contributo decisivo para a morte lenta do Rio Tejo". Os bloquistas acrescentam que "o governo, suportado pela maioria absoluta do PS, não tem contribuído para a melhoria das condições ecológicas e ambientais", reiterando que "à medida que os anos passam, torna-se mais evidente que o rio, as populações e a economia estão a ser votados ao esquecimento, de modo a favorecer as aspirações e lucros do setor energético". O BE conclui que "os sucessivos incumprimentos da Convenção de Albufeira e da Diretiva Quadro de Água são habituais e são a face mais visível desse posicionamento político do governo português".