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Escuteiros

Agrupamento 193, de Mouriscas, festejou 60 anos com Promessas e Fórum (c/áudio e fotos)

24/06/2024 às 11:52
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Foi criado a 14 de junho de 1964 e, como qualquer outra instituição, teve altos e baixos, mas durante estes 60 anos nunca parou. Este domingo, 23 de junho, promoveu a comemoração solene do aniversário com atividades escutistas e com a promessa de mais oito elementos que passam a ostentar os lenços de Lobitos e de Exploradores.

O Agrupamento 193 de Mouriscas, do Corpo Nacional de Escuteiros, assinalou este domingo os seus 60 anos de existência um conjunto de atividades no fim de semana. No sábado, na Herdade da Murteira, em Mouriscas, na Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes (EPDRA) realizou-se da Velada de Armas, que é uma espécie de ensaio para cerimónia das promessas, que aconteceu no domingo. Houve ainda um momento musical e um Fórum com a presença de diversas individualidades e escuteiros.

No domingo de manhã, durante a Eucaristia, presidida pelo Pároco de Mouriscas, Francisco Valente, que ostentava também o lenço verde de dirigente escutista, seis crianças (dos 6 aos 10 anos) fizeram a promessa e receberam o lenço amarelo para poderem integrar a alcateia dos Lobitos. E houve também outras duas (10 aos 14 anos) que receberam o lenço verde para poderem integrar as patrulhas dos Exploradores.

Um momento sempre alto na vida dos agrupamentos, que representa a entrada de novos elementos e que não têm de começar pela base, ou seja, pelos Lobitos.

Pedro Fernandes, explicou que para ingressar no Agrupamento, que faz parte dos Escuteiros Católicos Portugueses, basta ter mais de seis anos e ser batizado pela Igreja. Depois entra no grupo, assume a mensagem de Baden-Powell e faz a promessa.

Há mesmo casos, de crianças que não são batizadas e podem ingressar nos Escuteiros. “Tivemos um caso em que a criança não era batizada, fez todo o processo nos Escuteiros. No mesmo dia que iria fazer a promessa, primeiro foi batizado, e depois fez a sua promessa e ingressou no agrupamento”, conta o dirigente de Mouriscas.

Houve, neste fim de semana, um sentimento de alegria nos dirigentes e que Pedro Fernandes exterioriza. Após a pandemia o Agrupamento viu o grupo a ser reduzido. Mas depois voltou a receber mais jovens da região. E, agora, nestas promessas estão crianças da freguesia de Mouriscas. Isso quer dizer que, da aldeia, as crianças voltaram a ver nos Escuteiros um caminho na sua formação pessoal.

É que, isto de ser Escuteiro, explica Pedro Fernandes, não é só decorar umas mensagens do fundador e fazer uns acampamentos onde todos se vão divertir. Há um trabalho constante de, todos os fins de semana, terem que se reunir, de fazer muitos trabalhos que depois acabam por ser exteriorizados nos acampamentos ou noutras atividades mais públicas. Mas ser Escuteiro tem a que com compromisso e um compromisso constante.

No domingo, dia 23, na Eucaristia houve a promessa de seis lobitos e dois exploradores, e houve ainda a atribuição de medalhas de mérito a dois Caminheiros, Mauro Correia e Afonso Fernandes.

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Após a missa, o Padre Francisco Valente chamou o Chefe regional Adjunto, de Portalegre e Castelo Branco, que, para além das distinções aos Caminheiros, distinguiu ainda vários dirigentes com a Medalha de Prata de S. Jorge.

Por todo o trabalho que têm desenvolvido no Agrupamento 193, de Mouriscas, os chefes Ana Luísa Lucas, Eduardo Pereira, Maria Celeste Gonçalves, Cátia Lopes, Joaquim Agudo, Filipe Dias e o chefe do Agrupamento, Pedro Fernandes, receberam a distinção.

Aliás, como explica Pedro Fernandes, ser Chefe dos Escuteiros é muito mais do que organizar as reuniões de fim de semana ou passar a mensagem escutista. Há muito trabalho de preparação de todas as atividades das diversas secções. É que, quando chegam os sábados, antes dos Bandos, Patrulhas, Equipas ou Clãs chegarem aos pontos de encontro é preciso preparar as atividades. E são 52 fins de semana, ou lá muito perto, de atividades. É muito por isto que ser Escuteiro é assumir de corpo e alma a Missão que lhes é atribuída. “Mas é uma missão que é feita com gosto, porque para além da ocupação dos tempos livres destes jovens, estamos a ajudar a formar as suas personalidades, o que vão ser no futuro.”

A festa dos 60 anos, depois das promessas na Missa de domingo, culminou com um almoço convívio na Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes.

Pedro Fernandes, Chefe do Agrupamento 193

 

O Corpo Nacional de Escutas (Escutismo Católico Português) nasceu em Braga a 27 de maio de 1923. Os seus fundadores foram o Arcebispo D. Manuel Vieira de Matos e Dr. Avelino Gonçalves.

Os Escuteiros

A Alcateia é formada pelos Lobitos (6 a 10 anos) que estão organizados em Bandos de 5 a 7 elementos. A Alcateia é formada pelos Bandos, sendo que cada uma tem 2 a 5 Bandos. O local de reunião dos Lobitos é chamado por Covil. O seu patrono é São Francisco de Assis e a cor representativa é o amarelo.

Os Exploradores (10 a 14 anos) estão organizados em Patrulhas de 4 a 8 elementos e a unidade formada pelas Patrulhas tem o nome de Expedição. Cada Expedição tem 2 a 5 Patrulhas. Cada Patrulha tem o nome de um animal, o Totem, cuja silhueta e respetivas cores figuram na bandeirola da Patrulha assim como no distintivo da camisa do Explorador. O local de reunião dos Exploradores é designado por Base, o seu patrono é São Tiago e a cor da secção é o Verde.

Os Pioneiros (14 a 18 anos) estão organizados em Equipas de 4 a 8 elementos e o agrupamento de equipas denomina-se Comunidade. Cada uma tem 2 a 5 Equipas. Cada Equipa designa-se por um Santo da Igreja, um Benemérito da Humanidade ou um Herói Nacional, cuja silhueta figura na bandeirola e no seu distintivo da Equipa. O local de reunião dos Pioneiros é designado Abrigo, o patrono é São Pedro e a cor da secção é o Azul.

Os Caminheiros (18 a 22 anos) estão organizados em Tribos de 4 a 8 elementos, sendo que um grupo de Tribos, entre 2 a 5, forma um Clã. Cada Tribo escolhe um Patrono (Santo da Igreja, Benemérito da Humanidade ou Herói Nacional) cuja vida todos devem conhecer e tomar como modelo de ação. O local de reunião dos Caminheiros é designado por Albergue, o patrono é São Paulo e a cor da secção é o vermelho.

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