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06 dez 2021
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Política

Sardoal: Órgãos Autárquicos tomaram posse e apelou-se a um melhor comportamento

15/10/2021 às 18:00
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A cerimónia de instalação dos novos Órgãos Autárquicos do concelho de Sardoal, saídos das eleições de dia 26 de setembro, teve lugar na quinta-feira, dia 14 de outubro, no Centro Cultural Gil Vicente.

Miguel Borges, presidente da Câmara Municipal, eleito para cumprir o seu terceiro e último mandato, afirmou que “os próximos quatro anos serão a conclusão de um ciclo a que nos propusemos aquando as eleições de 2013. Desde esse momento submetemo-nos a sufrágio, não com um conjunto de promessas eleitorais, mas com a demonstração clara do conhecimento que sempre tivemos das necessidades do nosso concelho, as necessidades básicas para a qualidade de vida no Sardoal e dos sardoalenses, e da afirmação sustentada do nosso concelho no contexto onde nos inserimos”.

O final do mandato anterior não foi esquecido pois os tempos de pandemia ainda não estão ultrapassados. O autarca confirmou que “não têm sido tempos fáceis, já não seriam normalmente, mas vimo-nos a atravessar um dos piores momentos da nossa vida coletiva, uma pandemia que muito exigiu, que obrigou a redirecionar as nossas prioridades sociais e coletivas”. Considerou que “as instituições e organizações têm que estar disponíveis para enfrentar tais adversidades” e confessou que “preparados não estávamos, ninguém estava, mas soubemos enfrentar este duro desafio, dando cada um de nós o seu melhor, todos nós, podendo o concelho de Sardoal orgulhar-se dos seus eleitos”.

Miguel Borges lembrou que “sempre afirmámos que a execução das nossas propostas, em 2013, 2017 e agora em 2021, não estariam totalmente dependentes de nós, mas sim, e em grande parte, dos apoios comunitários e do ritmo que era dado à abertura das diferentes candidaturas. Fomos e continuaremos a ir para além dos fundos comunitários, pois há mais vida para além dos fundos comunitários. Com uma eficaz e rigorosa gestão financeira, temos sabido utilizar a nossa capacidade financeira em prol da nossa população”.

A redução de 370 mil euros na proposta do OE2022 faz com que Miguel Borges tema “que o futuro não seja tão risonho” mas garante que “saberemos encontrar as melhores soluções perante tão grande redução”.

 

O crispado clima político e o apelo aos jovens

O ambiente vivido durante o último mandato, em termos de combate político, não ficou de fora das palavras do presidente da Câmara. “Não foram tempos fáceis, quantas vezes incompreendidos, injustos, onde a cobardia muitas vezes imperou deixando o debate político para segundo plano”, afirmou Miguel Borges que disse ainda que “a cobarde e miserável utilização das redes sociais com uma violência verbal e outras situações nunca vistas no nosso Concelho, tornaram estes últimos quatro anos dolorosos para muitos de nós. Não excluo desta irresponsabilidade nenhuma força política, todas elas, direta ou indiretamente, foram culpadas ou pactuaram, muitas vezes em silêncios ensurdecedores, com esta lamentável forma de estar, de fazer aquilo que alguns confundem com atividade política, sendo esta de enorme nobreza, muito distante do que nos foi dado assistir”.

Quanto às consequências de tais atos, considera o presidente da Câmara que “tenderão, cada vez mais, a afastar os jovens e outros cidadãos com enormes potencialidades e capacidades para a vida política, deixando lugar à mediocridade, que de outra forma nunca conseguiria desempenhar cargos de tão grande importância coletiva. O concelho de Sardoal precisa dos melhores, sejam de que força política forem”.

 

Os resultados “aquém do esperado”

“Os sardoalenses foram chamados às urnas e manifestaram a sua vontade”, começou por dizer Miguel Borges que garantiu que o Executivo saberá “interpretar os resultados, saberemos refletir sobre a vontade dos sardoalenses que, apesar de todo o nosso empenho, da nossa dedicação, do nosso trabalho, não expressaram de forma tão clara a vontade na nossa continuidade, tendo os resultamos eleitorais ficado aquém do que por nós era esperado”.

No entanto, “desta reflexão não pode ser esperada uma mudança profunda da nossa forma de estar, de ser e de fazer política, onde o foco está nos munícipes, no concelho, na qualidade de vida e na proteção de pessoas e bens”.

Miguel Borges terminou a dizer que “é nosso desígnio cumprir o «caderno de encargos» com o qual nos submetemos a eleições, e a cumprir e fazer cumprir a legislação em vigor e as diretrizes emanadas pelo Governo Central. Quando nos propomos assumir cargos públicos temos de ter a consciência que haverá momentos fáceis e agradáveis, mas também decisões difíceis e até impopulares que não poderão de modo algum deixar de serem tomadas. Estou certo que todos nós encontraremos a melhor forma de conseguirmos os nossos objetivos, o desenvolvimento e afirmação do nosso concelho”.

 

Assembleia Municipal reelege Miguel Pita Alves como presidente e este pede mudança de comportamento

Na cerimónia de tomada de posse, procedeu-se à votação para a Mesa da Assembleia Municipal, tendo PSD e PS apresentado candidatos a presidente e a 1.º secretário. Assim, Miguel Pita Alves foi o presidente eleito da Assembleia Municipal, tendo como 1.ª secretária Alcina Almeida, eleita pelo PSD e, como 2.ª secretária, Rita Navalho, eleita pelo PS. O PSD não apresentou um nome para este cargo.

A cumprir o seu quarto mandato à frente deste órgão autárquico, “exclusivamente por amor ao Sardoal”, Miguel Pita Alves referiu que “assim como o mundo em que vivemos, a maneira de exercermos estes cargos políticos tem sofrido alterações nos últimos tempos”. “Tivemos de nos adaptar a novas formas de comunicação e de interação entre nós e com os munícipes”, aludindo à situação de pandemia.

O presidente da Assembleia Municipal demonstrou o seu desagrado pelo clima político vivido no concelho no último mandato e avisou que “é obrigação de todos, poder e oposição, nos diversos órgãos autárquicos do concelho, saber melhorar e evoluir nas nossas atitudes e comportamentos, de forma a conseguirmos ser eficazes na nossa missão de desenvolver o concelho, independentemente das diferentes formas que imaginamos para lá chegar”.

“Temos também obrigação”, disse, “de dignificar os diferentes órgãos para os quais fomos eleitos e perceber que a nossa atuação é um bom ou um mau exemplo para os que nos veem: crianças, adolescentes, jovens e menos jovens”. Miguel Pita Alves avançou que serão estes que “no futuro, devem ter participação política também” e que “se isso não acontecer, podemos colocar em risco o futuro deste pequeno mas tão grande concelho que é o nosso”.

No final, desejou um bom mandato a todos os eleitos.

 

Adérito Garcia e os pontos essenciais do mandato

Convidado a discursar, o líder da bancada do PS, Adérito Garcia, agradeceu o convite e disse que este próximo mandato traz grandes desafios, “em vários vetores da nossa vida quotidiana”. O deputado municipal destacou a floresta, “com a alteração dos regimes de acompanhamento da floresta”, o desenvolvimento económico, “através da criação de mais emprego”, a demografia, “com a necessidade de fixarmos mais população”, na educação, “que poderá ser um vetor importante para atrairmos população” e a habitação social “de que o nosso concelho também precisa”.

Adérito Garcia lembrou que este mandato vai contar com a transferência de competências, “com especial incidência nas juntas de freguesia” e com o Programa de Recuperação e Resiliência (PRR). O líder da bancada socialista considerou que o PRR “poderá trazer oportunidades para aqueles que para isso estiverem preparados”.

“Tão mais importante que isto”, declarou, “é um outro desafio que talvez seja dos mais importantes de todos: cativar os sardoalenses para participarem na vida ativa, cívica e política do concelho”. Adérito Garcia disse ser “necessário que os sardoalenses se aproximem de todos os órgãos autárquicos”. Desejou, por fim, que “a sala multi-sessões se torne pequena para a Assembleia Municipal”.

 

EXECUTIVO

Miguel Borges (PSD)

Pedro Duque (PS)

Jorge Gaspar (PSD)

Patrícia Silva (PS)

Patrícia Rei (PSD)

 

ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Miguel Pita Alves (PSD)

Adérito Garcia (PS)

Joana Ramos (PSD)

Maria Aida Batista (PS)

Joaquim Serras (PSD)

Rui Valente (PS)

Francisco António (PSD)

Fernando Vasco (PS)

Célia Dias Lopes (PSD)

Rita Navalho (PS)

César Marques (PSD)

Paulo Lourenço (PS)

Adriano Martins (PSD)

Vítor Morais (PS)

Alcina Almeida (PSD)

 

JUNTAS DE FREGUESIA

Sardoal – Miguel Alves (PS)

Alcaravela – Paulo Casola Pedro (PSD)

Valhascos – Duarte Batista (PSD)

Santiago de Montalegre – Dora Santos (PSD)

Galeria de Imagens