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19 jan 2022
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Política

Abrantes: Proposta de redução do preço da água do ALTERNATIVAcom com votos contra do PS e abstenção do PSD (C/ÁUDIO)

7/12/2021 às 20:55
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A redução da fatura da água/ambiente em 15 a 20% até outubro do próximo ano era um dos onze pontos de uma proposta de deliberação apresentada pelo vereador Vasco Damas, do movimento ALTERNATIVAcom, em reuniãpo do executivo municipal de Abrantes, esta terça-feira, 7 de dezembro, e que foi chumabada pela maioria socialista com a abstenção do vereador eleito pelo PSD Vitor Moura.

A proposta (LER AQUI) do movimento independente aponta ainda á desindexação das tarifas de resíduos ao consumo da água e que seja reduzida já no primeiro trimestre de 2022 a tarifa de saneamento cobrada aos munícipes que não sejam servidos por redes coletoras de esgotos. A proposta, cuja base já tinha sido apresentada pelo movimento independente num dos seus comunicados antes das eleições autárquicas de setembro, apontava ainda a algumas alterações na relação com a empresa que detém a concessão da gestão da rede de saneamento básico do concelho.

Neste documento é ainda apresentada uma necessidade, segundo o movimento do vereador Vasco Damas, de revisão dos contratos dos prestadores de serviços contínuos, nomeadamente a Abrantáqua.

Outra das propostas aponta a uma necessidade de ser feito um levantamento das aldeias e populações sem acesso a redes de esgotos, assim como defende que sejam encontradas soluções técnicas e financeiras que garantam rede de esgotos a 14 aldeias, identificadas pelo movimento, do concelho.

Por outro lado o ALTERNATIVAcom defende ainda que devem ser melhorados os indicadores de qualidade dos serviços prestados pelos Serviços Municipalizados de Abrantes (SMA), que seja revisto o modelo de organização dos SMA em que este iniba o presidente da Câmara Municipal de ser o presidente do Conselho de Administração dos SMA.

E a mesma proposta de deliberação aponta ainda a uma melhor organização na limpeza e higienização dos espaços urbaos e vias rurais para além de uma maior educação, sensibilização, fiscalização e responsabilização ambiental dos munícipes.

Depois de apresentada a proposta a mesma foi posta a votação tendo a mesma sido chumada com os votos desfavoráveis dos eleitos do PS e a abstenção do vereador eleito pelo PSD.

Vereador do PSD absteve-se 

Vítor Moura baseou a sua abstenção pelo facto de ter aprovado o orçamento e plano de atividades dos Serviços Municipalizados, deixando a nota de que sabe que ainda há muito por fazer, mas referindo o grande investimento que tem sido feito, principalmente, no abastecimento de água a todo o concelho. No entanto adiantou ainda que “começa a ser o momento de aliviar a nossa fatura. Pelo menos baixar qualquer coisa.”

Vítor Moura deixou ainda a referência á falta de redes de esgotos nalgumas aldeias, como por exemplo, Vale Zebrinho. O vereador social-democrata deixou ainda uma nota sobre o facto de o presidente da Câmara falar muitas vezes em que as fossas também é esgoto, mas lembrou que antigamente as fossas não eram estanques e deixavam passar as águas para o subsolo.

Maioria PS chumbou a proposta

Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara de Abrantes, apresentou uma declaração de voto (LER AQUI) por parte dos eleitos do partido socialista em que sustenta o voto contra a proposta.

Começou por dizer que “é falso que sejamos os mais caros” na fatura da água, para de seguida, adiantar que Abrantes ocupa a sexta posição na lista do custo da água nos municípios do Médio Tejo, ao nível dos consumidores domésticos, e o segundo concelho com a água mais barata nos consumidores não domésticos.

Depois avançou nas explicações para o facto de Abrantes ter das tarifas mais elevadas no saneamento básico justificando com o facto de Abrantes ter uma cobertura de esgotos de 94% da população enquanto que a média da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo é de 61%. Indicou ainda que quanto aos restantes 6% estão a ser feitos estudos técnicos para encontrar as melhores soluções.

Já no que diz respeito ao valor mais elevado da tarifa dos resíduos sólidos, Manuel Jorge Valamatos, indicou que Abrantes tem uma área muito grande e, por isso, uma densidade populacional mais baixa. E segundo o autarca isso reflete-se nos custos do serviço. E notou que os SMA têm seis cciaturas, com respetiva tripulação, para a recolha do lixo e mais duas viaturas para recolha dos monos e verdes. E indicou que Abrantes, neste momento, paga 53 euros a tonelada de lixo depositado no aterro da Valnor, a empresa que trabalha nesta área no concelho.

Indicou ainda o presidente da Câmara de Abrantes que os concelhos do Médio Tejo trabalham uns com a Valnor (Avis), outros com a Resitejo (Chamusca) e ainda Ourém que trabalha com Leiria. E cada uma tem valores diferentes para o tratamento dos resíduos sólidos.