Pesquisar notícia
sexta,
09 dez 2022
PUB
Ana Moura

novo single chama-se "Arraial Triste" e sai a 11 Novembro

22/10/2022 às 18:26
Partilhar nas redes sociais:
Facebook Twitter
ANA MOURA (DR)

“Arraial Triste é o mais recente single a antecipar Casa Guilhermina, o muito aguardado novo trabalho de longa duração de Ana Moura com data de saída já anunciada para o dia 11 de Novembro. Por esta altura é indiscutível a diferença que Ana imprime na sua arte: a nova fase da sua carreira traduziu-se em liberdade, criatividade e uma visão fresca para o caminho que sempre trilhou.

Pode já parecer uma data longínqua, num mundo diferente, mas em Junho de 2021, quando ainda imperavam regras de contenção pandémica e as festas populares de Lisboa não puderam acontecer, Ana Moura estreou um vídeo em que, à sua maneira, assinalava a alma lisboeta dos Santos Populares sentando à mesa uma série de amigos para a celebração possível de um momento tão importante.

Agora cumpre-se o último passo antes de se abrirem as portas da Casa Guilhermina e o Arraial Triste assume o seu devido lugar no trajecto para o novo álbum, merecendo um vídeo em que todo o universo estético de Ana Moura volta a estar em foco. Sobre sombra melódica, Ana começa por confessar que mora na costa e que já deixou muitas lágrimas na areia, traduzindo em palavras tão simples aquela que é, afinal de contas, a alma antiga do fado. O arranjo é simultaneamente reverente da tradição e moderno, cruzando as guitarras portuguesas com os modos rítmicos do fandango, em mais um estudo musicalmente profundo das suas próprias raízes.

A composição carrega a assinatura da própria Ana Moura juntamente com as de Pedro Mafama e Pedro Da Linha, com a letra a ser repartida entre Ana e Mafama, mostrando assim a artista a reforçar a sua evidente veia autoral. A guitarra de Ângelo Freire e as percussões de Mário Costa embalam depois a voz cada vez mais genuína e singular de Ana Moura, tão capaz de evocar a luz e a felicidade como a tristeza melancólica que já a todos e todas assaltou. É que por vezes a vida parece mesmo ser um arraial triste. E quando assim é só se pode mesmo balançar com as folhas da palmeira.