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Olinda Sequeira quer aumentar oferta formativa em Abrantes (c/áudio)

15/12/2023 às 09:46
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Olinda Sequeira tomou posse esta quinta-feira, 14 de dezembro, como diretora da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA) por um período de 4 anos. Com esta cerimónia ficou fechada a oficialização de todo o “governo” do Instituto Politécnico de Tomar.
A diretora da escola, perante um auditório repleto de alunos, professores e convidados, agradeceu a confiança na renovação do mandato, dirigindo-se ao presidente do IPT, João Coroado, e referiu ao trabalho de um ano e meio na escola, um período em que aconteceu muita coisa.

Num discurso muito direcionado aos alunos, Olinda Sequeira notou que a escola tem um papel principal na sua vida: formação e conhecimento. E acrescentou: “temos estudantes que estão muito bem posicionados no mercado de trabalho.”

Após assinar o auto de posse que lhe confere dos direitos inerentes ao cardo indicou que há que olhar para o futuro da ESTA. E sendo um mandato de quatro anos, dirigiu-se ao presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos com uma declaração em jeito de pergunta: “daqui a quatro anos estaremos nas novas instalações da ESTA. É importante para Abrantes e para o Médio Tejo.” Mas logo de seguida revela as dificuldades de um projeto que tem um custo estimado de 7 milhões de euros, o que acrescenta dificuldades à sua instalação.

Olinda Sequeira deixou ainda nota que um dos investimentos mais importantes de uma economia local é na educação e no conhecimento. E depois apontou ao novo futuro: “estamos na era da globalização e a arena internacional é cada vez mais o local onde atuamos.” Depois indicou que há estudantes de todo o país e também de fora do país na ESTA.

A diretora apontou a um crescimento cimentado pelo plano de ação para a ESTA e de acordo com o plano de ação do IPT.

No ensino, Olinda Sequeira, pretende avançar com mestrados para dar mais especialização. Principalmente cinema e comunicação, que são duas licenciaturas com peso na ESTA.

Paralelamente aponta ainda à oferta formativa de muito curta duração. Microformações e pós-graduações para atualização de competências profissionais.

A inovação pedagógica é necessária e é preciso perceber que os estudantes hoje diferem de há 30 ou 40 anos. A tecnologia traz um grande desafio a todos os professores, que têm que inovar na forma como ensinam. “É crucial manter os estudantes a aprender e é preciso diminuir a taxa de abandono dos alunos.”

Direcionou aos professores a mensagem de terem uma janela de diálogo permanentemente aberta com os estudantes.

Olinda Sequeira olhou depois para a “geografia de mercado”. No último ano, revelou, houve uma grande mobilidade internacional de estudantes e professores. Deve continuar a crescer porque são sempre inputs e benchmarking para a esta e para as outras escolas.
A área da investigação aplicada e da transferência de conhecimento e faz parte da estratégia do IPT por isso, da ESTA. “Aumentar a oferta formativa será oportunidade para aumentar a investigação aplicada e transferência de competência para a região. É preciso aumentar projetos colaborativos para a região.” E apontou como exemplo o Tagusvalley.

Olinda Sequeira manifestou ainda a necessidade de dar continuidade aos eventos que se realizaram para além da criação de novos para a comunidade académica.

E sugeriu “porque não uma semana da Esta em que nos encontremos todas, cruzando as áreas científicas.” Aos estudantes deixou o conselho de participarem em atividades extraescolar, porque estas ações vão ficar nos currículos.

Olinda Sequeira concluiu a sua intervenção a dizer que “a ESTA é uma instituição imperfeita e espero que continue assim, para podermos ter um caminho de transformação e mudança do mundo.”

Olinda Sequeira, diretora da ESTA

João Coroado, o presidente do IPT, começou por saudar a diretora e revelou que tendo a “a equipa de governo” constituída, é altura de dar apoio aos planos de ação apresentados e ao plano de ação que orienta a instituição.

Depois vincou o que a diretora da ESTA já tinha referido “sem conhecimento não há inovação. Sem inovação não há capacitação, nem riqueza, nem qualidade.” Notou ainda que “para o desenvolvimento regional que trabalhamos diariamente.”

Depois acrescentou que há um trabalho interno e externo com as parcerias e consórcios nacionais e mesmo internacionais. Destacou os acordos com os politécnicos de Castelo Branco e Guarda, com o politécnico de Santarém, e ainda com Mafra para além da “construção” da universidade Europeia.

João Coroado destacou ainda as linhas de futuro que podem ter uma ligação forte com o Fundo de Transição Justa (FTJ) e pelo facto de Abrantes ser uma Zona Livre Tecnológica (ZLT) para as energias renováveis.

João Coroado, preidente IPT

O presidente do IPT vincou que Parque de Ciência e Tecnologia não é apenas de Abrantes, “é e tem de ser de toda a região”. E insistiu no FTJ. “Creio que adicionando laboratórios profissionalizantes ou micro formação, ou de equivalência de grau, precisamos de espaços e laboratórios que complementem os que já existem. E muitos deles vem dos projetos de investigação que os professores desenvolvem.”

João Coroado sublinhou que “o ensino superior é absolutamente crucial para o desenvolvimento económico” que concluiu a insistir que “temos de aproveitar e muito o Fundo de Transição Justa no Médio Tejo.”

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