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23 mai 2022
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Educação

Escola abre inquérito a agressões a aluna no Entroncamento

9/02/2022 às 19:00
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O Agrupamento de Escolas do Entroncamento instaurou um inquérito de averiguações às agressões a uma aluna de 11 anos, filmadas e divulgadas nas redes sociais, informou hoje o Ministério da Educação.

De acordo com a Direção do Agrupamento de Escolas (AE) do Entroncamento, “está em curso um inquérito de averiguações instaurado, na passada segunda-feira, pela diretora do agrupamento e que se encontra em fase de conclusão para efeitos disciplinares”, afirmou o Ministério da Educação à agência Lusa.

Em causa estão agressões a uma aluna de 11 anos, ocorridas na passada sexta-feira, na Escola EB 2,3 Dr. Ruy D'Andrade, no Entroncamento, distrito de Santarém, onde o episódio de violência foi filmado e posteriormente divulgado nas redes sociais.

Questionado pela Lusa, o Ministério da Educação esclareceu ainda que o agrupamento de escolas “acionou uma equipa de profissionais especializados que tem abordado esta temática com a comunidade educativa e acompanhado em permanência os discentes (alunos) envolvidos no presente caso”.

Ainda segundo as informações prestadas pela direção do AE à tutela, “foi acionada a equipa técnica de psicologia para acompanhamento e apoio à aluna agredida e respetivos encarregados de educação”.

O caso foi noticiado pelo JN, na terça-feira, citando na altura a mãe da aluna, que criticava “a inação da escola” e lamentava não ter recebido “qualquer apoio por parte dos responsáveis pelo estabelecimento de ensino”.

Na notícia, a mãe da jovem agredida denunciava ainda que a filha era alegadamente vítima de ‘bullying’ e que durante as férias do Natal teria recebido mensagens com ameaças.

Contactada pela Lusa, a direção da Escola EB 2,3 Dr. Ruy D'Andrade recusou comentar o caso, esclarecendo apenas que “o assunto está a ser tratado internamente”.

Na resposta enviada por mail, o Ministério da Educação informou ainda que no quadro da sua autonomia, a escola “tem trabalhado o tema do ‘bullying’, por forma a combater comportamentos desviantes e favorecer a tolerância, o respeito, bem como o bem-estar emocional da comunidade discente”.

O comando Distrital da PSP de Santarém confirmou ter sido apresentada pela mãe da vítima uma queixa contra as alegadas agressoras.

Lusa