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Endesa

Empresa mantém compromisso de integração de trabalhadores da central do Pego (c/áudio)

24/02/2023 às 16:00
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A empresa espanhola Endesa assegurou hoje que mantém o compromisso de reconverter profissionalmente e integrar os trabalhadores da central de produção elétrica do Pego (Abrantes) e que continuará a investir em Portugal.

"Estamos a investir e investiremos em Portugal", afirmou o presidente executivo da Endesa, José Bogas, numa conferência de imprensa em Madrid para apresentar os resultados da empresa energética em 2022.

Bogas considerou que Portugal criou e tem condições competitivas para o investimento nas energias renováveis e a concretização da transição energética.

"Se me perguntassem onde quero fazer as novas renováveis, diria que em Portugal", afirmou.

A Endesa ganhou no ano passado o concurso para a reconversão da central do Pego, que produziu energia a carvão até novembro de 2021.

A empresa espanhola ganhou o concurso com um projeto que prevê um investimento de 600 milhões de euros, a reconversão profissional de 2.000 pessoas e a criação de 75 postos de trabalho diretos, sendo que o compromisso é dar preferência e integrar os trabalhadores da antiga central a carvão.

"Obviamente, um dos elementos [do projeto] eram os trabalhadores e manter o emprego. Comprometemo-nos e continuamos comprometidos com nisso", afirmou José Bogas, sem dar mais detalhes sobre a concretização desse objetivo.

O presidente executivo da Endesa defendeu que a solução que a empresa apresentou para a reconversão da central do Pego, "com hibridação de baterias", é "muito inovadora", sendo a primeira ou uma das primeiras na Europa com estas características.

Depois de ganhar o concurso para a reconversão da central do Pego em março do ano passado, a Endesa anunciou em novembro a abertura de um novo escritório em Abrantes que, nesta “fase de arranque”, incorporou os primeiros ex-funcionários da central a carvão.

José Bogas, presidente executivo da Endesa

Num comunicado divulgado em novembro, a Endesa referiu que “será precisamente a partir deste novo escritório em Abrantes” que “irá desenvolver o Projeto Renovável do Pego, com um investimento de cerca de 600 milhões de euros para a instalação de nova capacidade solar (365 MWp) e eólica (264 MW) num esquema de hibridação suportado por uma bateria de armazenamento com capacidade total de 168,6 MW”.

Segundo a empresa, “todos os trabalhadores diretos da central a carvão afetados pelo encerramento em 2021 serão considerados prioritários para a Endesa na cobertura destes novos postos de trabalho em Abrantes, incluindo os que continuam a trabalhar na central em trabalhos de pré-desmantelamento e que podem perder o emprego nos próximos meses”.

O arranque do projeto do Pego está previsto para 2025, segundo a Endesa.

A Endesa é a maior elétrica espanhola e a segunda na distribuição de gás em Espanha.

Em Portugal, além da central do Pego, tem ainda projetos para geração de energia solar no Algarve e na barragem do Alto Rabagão (Montalegre).

A Endesa teve lucros de 2.541 milhões de euros no ano passado, um aumento de 77% em relação a 2021.

A empresa atribui o resultado de 2022, essencialmente, "ao bom comportamento do negócio do gás" num ano marcado pela maior produção de eletricidade com recurso ao gás, em centrais de ciclo combinado.

Este aumento da produção de eletricidade com recurso ao gás deveu-se à necessidade de compensar os efeitos da seca na Península Ibérica (que afetou a geração hidroelétrica, que depende da água armazenada nas barragens) e da paragem das centrais nucleares francesas (o que aumentou a exportação de energia para França, a partir de Espanha).

Num comunicado sobre os resultados de 2022 divulgado hoje, a empresa destaca que no ano passado fez investimentos de 2.343 milhões de euros, mais 8% do que em 2021 e o valor mais alto de sempre na história da Endesa.

Em 2023, a empresa espera aumentar o valor dos investimentos em 20%.

Lusa