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20 out 2021
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Economia

Central do Pego: ALTERNATIVAcom quer posição forte do novo executivo municipal

6/10/2021 às 08:38
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O movimento ALTERNATIVAcom que elegeu um vereador nas eleições autárquicas de 26 de setembro emitiu esta quarta-feira um comunicado em que escreve que “abrantinos recebem, de uma só vez, três “murros no estômago”. Estes murros, de acordo com o movimento de Vasco Damas são o adiamento por três meses da data limite para o concurso público em relação ao ponto de injeção na rede do Pego, a informação de que a empresa que gere a central vai avançar com uma providência cautelar para suspender o concurso público e ainda que “dinheiro proveniente do Fundo de Transição Justa será para dividir por mais concelhos e regiões, e não apenas por Abrantes, Sines e Matosinhos”.

Escreve o movimento que este processo está, “lamentável e desnecessariamente, transformado numa embaraçada e angustiante novela”. E adianta que a “trapalhada” foi criada pelo “governo e contou com a conivência do executivo municipal de Abrantes, apesar dos atempados e repetidos alertas do Movimento ALTERNATIVAcom”.

Os independentes “acusam” a “falta de visão e de foco no essencial, aliadas a uma irrazoável credulidade e sucessivas incoerências, numa lógica de ziguezague, fizeram-nos perder tempo precioso e oportunidades inadiáveis”.

O movimento diz que em setembro de 2020, exortou a Câmara e a Assembleia Municipal de Abrantes a “tomarem uma posição firme junto das entidades governamentais e empresariais, no sentido de que estas esclarecessem rapidamente e com total transparência qual o futuro que projetavam para a Central” e a “adotarem uma atitude exigente face às intenções e planos do governo, das empresas e de quaisquer outras entidades envolvidas”.

E acrescentam que fizeram a recomendação que se “abstivessem de defender ou apoiar, e se necessário denunciassem, quaisquer soluções ou projetos técnica e economicamente mal fundamentados, insuficientes ou prejudiciais para Abrantes, ou com contornos políticos pouco claros, viessem eles de onde e de quem viessem” e que “assumissem o papel e a responsabilidade que lhes cabe no âmbito do Fundo para a Transição Justa”.

O movimento escreve que “tudo isto era evitável, se tivesse havido suficiente diálogo e humildade democrática, mas o executivo PS optou por marginalizar as forças vivas do concelho e privilegiar a concertação externa com os seus pares partidários”.

Neste sentido o ALTERNATIVAcom exorta o próximo executivo municipal, do qual fará parte Vasco Damas, a adotar uma postura mais dialogante, inclusiva e transparente, e reafirma que estará sempre do lado da defesa dos interesses de Abrantes e dos abrantinos.