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Caima avança com investimento em caldeira de biomassa e na autonomia energética (c/áudio e fotos)

17/03/2023 às 16:29
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A Caima, fábrica do grupo Altri, localizada em Constância, vai, a partir de outubro, ter autonomia total nos consumos de eletricidade e ainda vai vender para a rede pública.

A empresa tem em curso o projeto “Caima Go Green”, financiado pelo Programa de Recuperação e Resiliência, deverá estar concluído em outubro, e aponta à construção de uma central a biomassa para queima de resíduos florestais. Represente um investimento superior a 40 milhões de euros do Grupo Altri, e é, de acordo com a empresa, um dos maiores no interior do País.

O primeiro-ministro, António Costa, visitou esta sexta-feira, dia 17 de março, os trabalhos em curso de construção desta central a biomassa para queima de resíduos florestais, para produção de energia e vapor. Este investimento vai posicionar a Caima como “a primeira fábrica de fibras celulósicas na Península Ibérica a funcionar sem recurso a combustíveis fósseis”.

António Costa, primeiro-ministro

Na visita ao ‘Caima Go Green’, projeto de investimento na ordem dos 130 ME e que conta com um financiamento substancial do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), cabendo à Caima uma fatia de 44.4 ME, José Soares de Pina, CEO da Altri, disse que a nova caldeira deverá estar concluída em outubro o que esta “vai ser a primeira fábrica de fibras celulósicas na Península Ibérica, e uma das primeiras na Europa, a funcionar sem recurso a combustíveis fósseis”.

Segundo o gestor, a nova caldeira de biomassa vai aumentar a capacidade de produção de energia elétrica da Caima, permitindo responder à totalidade das necessidades de energia térmica da fábrica.

Além disso, notou, a produção excedentária, de 10 MHW, reforçará a injeção de energia verde na rede energética nacional.

José Soares de Pina, CEO da Altri

Após a visita, o CEO da Altri vincou que este projeto é importante porque vai tornar a Caima “a primeira unidade da Península Ibérica e uma das primeiras na Europa totalmente livre de combustíveis fósseis.”

O administrador explicou que vai disponibilizar vapor e eletricidade para novos projetos no âmbito desta agenda que é a produção, através da valorização, de dois produtos que hoje em dia fazem parte dos resíduos industriais. José Soares Pina falava no ácido acético e o ácido furfural. São produtos para a indústria cosmética e alimentar que vão ser produzidos por tecnologia única em Constância. Este é um projeto subsequente à biomassa porque sem a caldeira este não poderia avançar.

José Soares de Pina, CEO da Altri

A Caima produz pasta de celulose solúvel que é destinada à indústria têxtil para fabricação de fibras. Trata-se da utilização destas pastas na viscose, um substituto do poliéster. E a produção destas fibras têxteis fazem parte dos planos futuros da empresa.

Sérgio Oliveira, presidente da Câmara Municipal de Constância, vincou, no seu discurso, a importância desta empresa para o seu Município. É um dos maiores empregadores e tem assumido sempre um papel de relevo naquilo que hoje se designa como responsabilidade social junto da comunidade, associações e outras instituições locais.

E Sérgio Oliveira não esqueceu o agradecimento pela colaboração de vários anos com a autarquia. É que 80% das águas residuais de Constância são tratados na ETAR da empresa sem custos para o Município.

Por outro lado, o autarca destacou a importância deste investimento na descarbonização do país.

Sérgio Oliveira, presidente CM Constância

A queima de biomassa na Caima vai começar, se os prazos forem cumpridos, em outubro deste ano. A empresa passa a ter autonomia no que diz respeito à energia elétrica e pode avançar na produção de outros produtos, como ácido acético e o ácido furfural.

A Caima tem cerca de 180 trabalhadores e produz atualmente pasta de celulose solúvel destinada à indústria têxtil.

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