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09 ago 2022
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Sociedade

Programa Aldeias Seguras chega ao norte do concelho de Abrantes (C/ÁUDIO)

6/07/2022 às 12:59
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O programa Aldeias Seguras e Pessoas Seguras começa a dar os primeiros passos no concelho de Abrantes. Há quatro locais identificados no norte do concelho para a implementação deste programa que tem como objetivo levar mais segurança às populações na eventualidade de se depararem com um incêndio de grandes dimensões.

O programa é muito simples e pode, se funcionar bem, evitar dispersão de meios no caso da ocorrência de um fogo de grandes dimensões. Há uma primeira fase, já finalizada, que tem como trabalho base identificar locais de refúgio para os cidadãos e animais de companhia. Foram colocadas placas a sinalizar as direções para o refúgio daquela aldeia.

O objetivo é que todas as pessoas que ali vivam saibam para onde se devem dirigir no caso de terem um incêndio de grandes dimensões à porta. Na Maxieira, entre Ribeira da Brunheta e Carregal, estão identificados e sinalizados dois locais de refúgio. O largo do café, em Ribeira da Brunheta, e o cruzamento onde está a paragem do autocarro na Maxieira, todas localidades pertencentes à União de Freguesias de Aldeia do Mato e Souto.

Posto isto, sabendo quais são os locais, Paulo Ferreira, coordenador municipal da Proteção Civil, deixou a indicação clara para quando for necessário que os habitantes acorram à chamada para os refúgios, mesmo sabendo “que custa muito deixar para trás as nossas propriedades”. Mesmo assim foi feito o pedido para que os cidadãos percebam que, se um dia tiverem de acionar este mecanismo, é porque é mesmo necessário. “E devem sair para estes refúgios com a medicação que tomam e com documentos de identificação, porque a deslocação pode ser por meia hora ou várias horas”.

E logo de seguida o coordenador da Proteção Civil entregou um megafone ao “oficial de segurança” desta aldeia. João Santos terá a responsabilidade de percorrer as localidades a lançar o alerta para as pessoas saírem de casa para os pontos de refúgio. Esta ação é feita apenas depois da ordem emanada do posto de comando e o “oficial de segurança” deve saber dizer quantas pessoas estão no refúgio e quantas têm mobilidade reduzida para poderem acionar meios de evacuação dos cidadãos.

Reportagem do jornalista Jerónimo Belo Jorge

Uma das perguntas feitas ao coordenador da Proteção Civil foi sobre o tempo que terão, no caso de necessidade de ativar este recurso. Paulo Ferreira indicou que no “posto de comando da ocorrência têm, pelo menos, uma margem de 30 minutos para perceber para onde vai a linha de fogo e para poderem posicionar meios no terreno”.

Ao Jornal de Abrantes, o responsável indicou que havendo necessidade de evacuar uma aldeia, o que só é feito em último recurso, permite salvaguardar as vidas dessas pessoas, por um lado, e dar margem de manobra aos operacionais no terreno encarregues do combate, porquanto deixam de ter preocupações com a existência ou não de civis naquele teatro de operações.

O próprio megafone permite ao “oficial de segurança”, que “é uma pessoa que todos conhecem”, acionar uma sirene de alarme e ao mesmo tempo falar para dar indicações aos cidadãos.

Álvaro Paulino, presidente da União de Freguesias de Aldeia do Mato e Souto deixou a indicação sobre as entidades responsáveis pelo programa, entre Proteção Civil e GNR. E deixou a nota da importância deste programa num vale [na zona de Ribeira da Brunheta] “que é quase sempre atingido.” Nesse sentido, a Junta de Freguesia e a Proteção Civil identificaram o vale para a implementação do programa.

Álvaro Paulino, presidente da UF Aldeia do Mato / Souto

Dentro desta linha, esta semana foram efetuadas reuniões nos quatro locais onde vai ser implementado o programa. Em Maxieira, Carregal e Ribeira da Brunheta [no cruzamento da paragem do autocarro], no Carril [largo das festas], em Sentieiras (campo de futebol) e em Maxial.

A esperança é que não haja necessidade de utilizar estes refúgios, mas é preciso haver esta preocupação com a segurança dos cidadãos, principalmente num verão que se espera muito seco e, como se verificou na última semana de junho, com ventos muito fortes.

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