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17 mai 2022
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Saúde

Portugal com 56.426 infeções, novo máximo em 24 horas

20/01/2022 às 15:30
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Portugal registou 56.426 novas infeções com o coronavírus SARS-CoV-2 nas últimas 24 horas, um novo máximo desde o início da pandemia, e mais 34 mortes associadas à covid-19, indicam números hoje divulgados pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Pelo terceiro dia consecutivo, Portugal bate um novo máximo de novos contágios diários, com mais 3.887 novas infeções do que na quarta-feira.

Nas últimas 24 horas foram hospitalizadas mais 45 pessoas com covid-19, totalizando agora 2.004 internamentos, 152 dos quais em unidades de cuidados intensivos, onde está hoje menos uma pessoa.

No boletim epidemiológico de hoje registam-se 28.301 pessoas recuperadas (num total de 1.655.580 desde o início da pandemia) e mais 280.091 casos ativos, que totalizam 384.568.

Nas últimas 24 horas foram colocados em vigilância mais 31.737 contactos, que são agora 391.630.

Desde março de 2020 foram infetadas 2.059.595 pessoas com o SARS-CoV-2 e foram declaradas 19.447 mortes associadas à covid-19.

Das mortes com covid-19 nas últimas 24 horas, 16 aconteceram na zona de Lisboa e Vale do Tejo, 10 na região Norte, seis na região Centro e duas na Região Autónoma da Madeira.

A maior parte dos novos contágios foi diagnosticada na zona Norte, com 24.422 infeções (com um total de 764.713 casos e 5.903 mortes com covid-19 desde o início da pandemia).

Na região de Lisboa há mais 17.341 infeções, totalizando 798.969 contágios e 5.903 mortes com covid-19 desde março de 2020, enquanto a região Centro regista mais 8.253 novos casos (276.086 no total e 3.425 mortes).

No Algarve foram infetadas nas últimas 24 horas mais 2.003 pessoas (total de 79.265 contágios e 609 mortes com covid-19) e no Alentejo mais 1.912 (total de 68.238 casos e 1.104 mortes).

Uma das pessoas com covid-19 que morreu tinha entre 30 e 39 anos, outra tinha entre 40 e 49, uma entre 50 e 59 anos, três tinham entre 60 e 69 anos, quatro entre 70 e 79 anos e 24 tinham mais de 80 anos.

Quanto às novas infeções por faixa etária, 9.284 registaram-se em crianças até 9 anos, 8.636 entre 10 e 19 anos, 7.540 entre 20 e 29 anos, 9.527 entre 30 e 39, 10.243 entre 40 e 49 anos, 5.719 entre os 50 e 59 anos, 2.632 entre 60 e 69, 1.620 entre 70 e 79 anos e 1.025 em pessoas com 80 anos ou mais. 

Cinco vezes mais contágios a nível global devido a variante Omicron e mortes a aumentar

Mais de três milhões de casos diários de contágio pelo coronovírus, que provoca a covid-19, foram registados em média em todo o mundo entre 13 e 19 de janeiro, número que aumentou mais de cinco vezes devido à variante Omicron.

A contagem, da agência francesa France-Presse com base nos relatórios diários divulgados pelas autoridades sanitárias de cada país, mostra uma média de 3.095.971 casos diários registados em todo o mundo nos últimos sete dias, um aumento de 17% em relação à semana anterior.

A propagação da variante Omicron provocou uma forte aceleração da pandemia nas últimas semanas: os números atuais são cerca de 440% superiores aos 569.000 casos diários registados, em média, entre 18 e 24 de novembro de 2021, quando esta variante do coronavirus foi detetada na África do Sul e no Botsuana.

Os números atuais são significativamente mais elevados do que os atingidos em vagas anteriores.

Antes do aparecimento da Omicron, o recorde era de 816.840 casos diários registados em média entre 23 de abril e 29 de abril de 2021.

As regiões que registam atualmente os maiores aumentos de infeções são a Ásia (385.572 casos diários nos últimos sete dias, em média, mais 68% em relação à semana anterior), o Médio Oriente (89.900 casos diários, mais 57%) e a América Latina e Caraíbas (397.098 casos diários, mais 40%).

O número de mortes em todo o mundo também está a aumentar, havendo registo de 7.522 mortes diárias, em média, nos últimos sete dias, mais 11% em relação à semana anterior.

Este número é pela primeira vez superior ao registado no final de novembro, aquando da descoberta do Omicron, tendo as autoridades dado conta de 7.343 mortes diárias entre 18 e 24 de novembro.

As formas severas parecem mais raras com a Omicron do que com a Delta, a variante anteriormente dominante. No Reino Unido, por exemplo, as novas infeções aumentaram em média mais de 330% entre o final de novembro e o início de janeiro, mas o número de doentes com ventilação mecânica não aumentou.

Estes números baseiam-se nos relatórios diários fornecidos pelas autoridades sanitárias de cada país. Uma parte significativa dos casos menos graves ou assintomáticos não é detetada, apesar da intensificação dos testes em muitos países desde o início da pandemia, após a descoberta do vírus no final de 2019. Além disso, as políticas de testes diferem de país para país.

 

O SARS-CoV-2 já infetou pelo menos 1.090.781 mulheres e 966.685 homens em Portugal. Há ainda 2.129 casos de sexo desconhecido que estão sob investigação, uma vez que estes dados não são fornecidos de forma automática.

Das pessoas com covid-19 que morreram, 10.230 eram homens e 9.217, mulheres.

A covid-19 provocou 5.553.124 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral e, desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta em novembro, tornou-se dominante em vários países, incluindo em Portugal.

Lusa