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06 dez 2021
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Política

Abrantes: Tomada de posse dos autarcas com o desafio a um “concelho que conjugue a tradição com a modernidade” (C/FOTOS)

16/10/2021 às 14:51
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Estão instalados os órgãos autárquicos municipais de Abrantes, após a cerimónia de tomada de posse dos eleitos para a Câmara e Assembleia Municipal. O local escolhido para o primeiro ato dos autarcas 2021/2025 foi o auditório da Escola Secundária Solano de Abreu que permitiu criar três zonas distintas: uma para os eleitos, outra para os convidados oficiais e ainda outra para os cidadãos que quiseram assistir ao evento.

Mas no que ao ato de tomada de posse diz respeito, depois de cumpridas todas as formalidades o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, que iniciou ontem o seu primeiro mandato sufragado pelos eleitores, começou por fazer uma referência ao ato eleitoral que 26 de setembro, deixando uma palavra de agradecimento a todos os autarcas que ontem cessaram funções.

A primeira nota de Manuel Jorge Valamatos foi para o momento difícil que a pandemia trouxe à nossa sociedade, mas depois voltou-se para o processo de transferência de competências do poder central para o poder local que aconteceu neste período e olhou também para o processo de reorganização territorial, nomeadamente no que diz respeito à alteração das NUT’s e que teve ontem mesmo [15 de outubro] uma recomendação do Parlamento ao Governo para que se inicie o processo de criação da NUT II do Médio Tejo, Lezíria do Tejo e Oeste.

Manuel Jorge Valamatos não esqueceu que este será um mandato exigente, e uma oportunidade, porque é nestes quatro anos que haverá a aplicação de grande parte do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) e do Fundo de Transição Justa (para apoio às regiões afetadas pelas medidas de descarbonização na produção energética).

Manuel Jorge Valamatos, numa toada mais política, vincou a escolha dos eleitores do concelho de Abrantes no seu projeto para o concelho. “Os abrantinos responderam sem deixar margem para dúvidas quanto ao rumo que pretendem para Abrantes, conferindo ao projeto político por mim encabeçado o segundo maior resultado eleitoral em 47 anos de democracia legitimando, de forma inequívoca o nosso mandato”.

As apostas do novo mantado

O presidente da Câmara de Abrantes olhou para o futuro e garantiu que o investimento nas freguesias será cuidado e continuado, permitindo que assumam o fator de equilíbrio, progresso e da democratização do território. “Acreditamos que, em conjunto com a Assembleia Municipal e com as juntas de freguesia, conseguiremos levar a cabo uma governação moderna, dedicada e mobilizadora. Governaremos com todos e para todos sem olharmos para cores políticas ou com qualquer outra discriminação. Saberei ouvir e como sabem a minha porta estará sempre aberta”, disse Manuel Jorge Valamatos sublinhando que estamos num tempo em que é preciso tomar decisões.

Voltou a chamar a pandemia ao discurso onde notou que este último ano e meio trouxe outros problemas económicos, sociais, culturais, educacionais e até na vida da comunidade e disse que o trabalho da autarquia foi não deixar ninguém para trás. Mas no seguimento adiantou que o impacto que a pandemia deixou está longe de se vencida. Mas há uma oportunidade de a vencer.

O autarca eleito pelo partido socialista vincou que, sem receios, vai continuar o processo de transferência de competências nas áreas da educação, saúde e ação social. A reorganização do território é uma das necessidades nestes tempos e voltou a “assumir” a nova Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Médio Tejo, Lezíria do Tejo e Oeste.

Depois de dizer que Abrantes não se fechará em “si mesma”, Manuel Jorge Valamatos disse que tem a legitima aspiração de ser uma cidade e um concelho aberto ao mundo assumindo “a sua centralidade geográfica”. E depois disse “todos sabem ao que vimos” anunciando que não se desviará às ideias que apresentou. Deixou a nota de querer um programa de relançamento da economia e do emprego focado na inovação, no turismo e na criação de condições para ter novos investimentos. “Queremos Abrantes com uma gestão inteligente e sustentável, quer do ponto de vista ambiental, das acessibilidades, da mobilidade ou da reabilitação urbana. Este património coletivo precisa de ser reabilitado e preservado para as gerações atuais e futuras”, revelou Manuel Jorge Valamatos vincado que quer contas públicas rigorosas e transparentes.

No final deixou a mensagem de querer “uma cidade e um concelho que conjugue a tradição e a modernidade, que se orgulhe do seu passado sem medo de se transformar”.

Assembleia é o órgão com maior representatividade dos eleitores

António Mor volta a presidir à Assembleia Municipal de Abrantes e no seu discurso fez questão de dizer que é o órgão deliberativo que “abrange mais, por força da sua dimensão de eleitos, a representatividade de todos aqueles que são os nossos eleitores”. E depois fez ainda questão de salientar que todos terão o direito à intervenção no órgão, de serem respeitados e de respeitarem aquilo que é a Assembleia Municipal, neste caso de Abrantes.

E depois voltou a fazer uma referência a quase metade de um mandato em que estivemos “amordaçados” por via da proteção de uma doença. E insistiu, por via da pandemia, que todo o ser humano deve ser tratado com dignidade tendo vincado o trabalho de todos aqueles que estiveram no centro do furacão, ou seja, todos os profissionais que lidera de uma ou outra forma com a pandemia, dentro “do escafandro” da proteção em relação ao vírus SARS-CoV-2.

Nota para a presença nesta cerimónia da ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, ex-presidente da Câmara de Abrantes de quem Manuel Jorge Valamatos foi, em 2017, o número dois.

A Assembleia Municipal de Abrantes com 21 eleitos (três vezes o número de eleitos para a Câmara Municipal) mais os 13 presidentes de junta de freguesia que têm assento por inerência de funções elegeram já a respetiva mesa à qual apenas foi apresentada uma lista por parte dos socialistas.

Assim, António Mor (presidente), Manuel dos Santos (1.º secretário) e Isilda Jana (2.º secretário) foram eleitos, por voto secreto, com 24 votos favoráveis, 8 em branco e 1 contra. De referir que apenas um eleito para a Assembleia Municipal, Paulo Teixeira dos Santos (PS) não tomou pose por estar ausente pelo que na primeira reunião do órgão deliberativo ser-lhe-á dada a respetiva posse.

Desta forma a Assembleia Municipal de Abrantes será constituída por 22 deputados municipais do PS (12 eleitos e 10 presidentes de junta de freguesia), 5 do PSD (4 eleitos e 1 presidente de junta de freguesia), 2 do ALTERNATIVAcom, 1 do Bloco de Esquerda, 1 CDU, 1 CHEGA, 1 MIFRM (presidente junta de Rio de Moinhos) e 1 MIFT (presidente de junta de Tramagal).

Quanto às juntas de freguesia apenas Pego, Rio de Moinhos, Aldeia do Mato/Souto, Alvega/Concavada e S. Facundo/Vale das Mós ainda não tiveram os seus atos de tomada de posse dos respetivos órgãos.

Depois dos atos formais da tomada de posse aconteceu um momento de música e dança com as atuações de João Vaz (guitarra portuguesa), José Horta (guitarra clássica) e Marina Brunheta (dança). Foram apresentados dois temas para finalizar a cerimónia que instalou a Câmara e Assembleia Municipal de Abrantes.

Executivo Municipal

Manuel Jorge Valatamos (PS)

João Gomes (PS)

Celeste Simão (PS)

Vítor Moura (PSD)

Luís Dias (PS)

Raquel Olhicas (PS)

Vasco Damas (ALTERNATIVAcom)

Assembleia Municipal

António Mor (PS)

Manuel Duarte dos Santos (PS)

José Moreno Vaz (PSD)

Paulo Lourenço (PS)

Piedade Pinto (PS)

José Rafael Nascimento (ALTERNATIVAcom)

António Veiga (PS)

João Paulo Rosado (PSD)

Pedro Grave (BE)

Tiago Chambel (PS)

Alexandra Simão (PS)

Luís Lourenço (CDU)

Luís Carloto (CHEGA)

Sérgio Lopes (PS)

Cristina Andrade (PSD)

Sónia Pedro (ALTERNATIVAcom)

Ana Margarida Carvalho (PS)

Tiago Ricardo (PS)

João Fernandes (PSD)

Paulo Teixeira Santos (PS)

Juntas de Freguesia

Manuel João Alves – Bemposta (PS)

Luís Vermelho – Carvalhal (PS)

Sónia Alagoa – Fontes (PS)

Teresinha Barreiro – Martinchel (PS)

Pedro Matos – Mouriscas (PS)

Maria Florinda Salgueiro “Bia” – Pego (PS)

Rui André – Rio Moinhos (MIFRM)

António José Carvalho – Tramagal (MIFT)

Bruno Tomás – Abrantes e Alferrarede (PS)

Álvaro Paulino – Aldeia do Mato e Souto (PSD)

José Felício – Alvega e Concavada (PS)

Amílcar Alves – S. Facundo e Vale das Mós

Luís Valamatos – S. Miguel e Rossio (PS)