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17 ago 2022
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Cultura

Massimo Espósito, “nós não podemos pensar que somos indivíduos” (C/ÁUDIO)

14/06/2022 às 14:30
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Massimo Espósito, tem a primeira exposição na Galeria Municipal, Quartel de Arte contemporânea, que apesar de ser uma galeria municipal, só há pouco tempo é que permitiu a “nós abrantinos, apesar de italiano sou abrantino” de “expor” o trabalho.
Este foi um processo demorado “porque havia uma espécie de contrato”, mas que decorreu de forma “agradável”. Massimo diz ter sido um “dos mais críticos” em relação a este tema, que acabou por ser um dos artistas chamados para fazer uma exposição na galeria municipal. Confessa que “nunca foi uma crítica violenta ou errada”, mas que foram feitas reuniões tanto com o presidente da câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, assim como com vereador Luís Dias.

O ciclo de exposições “Arte por um fio”, apresenta como ideia “um fio que nos une”, começando pelo corpo dos artistas, um fio que “une o cérebro, o coração, as mãos, a tela” e depois o fio continua para “os espetadores” que usufruem da obra. Massimo Espósito acredita que “une” as pessoas que vão ver a arte e ainda que “nós não podemos pensar que somos indivíduos, somos indivíduos, mas que vivemos numa sociedade”.

Em 26 anos de atelier, Massimo confessa que foram várias as vezes que passavam pelo atelier e perguntavam “como é que podia fazer uma exposição aqui em Abrantes”, sendo sempre a resposta que “não era possível”. Por isso, Massimo fez uma “pequena seleção de pessoas que estão disponíveis a fazer isto”, entre amigos, conhecidos e até mesmo “ex-alunos”, para dividirem o tempo, entre 14 de junho e 7 de janeiro, em quatro exposições que contam com diversos temas.

Carlos Saramago é um dos que terá uma exposição, grande, e que será apresentada em dezembro. Massimo Espósito considera Carlos Saramago como um exemplo “de persistência”, pois apesar das “doenças e dificuldades” que apresenta ele “continua”.

Um dos objetivos é também mostrar que “pintar pode trazer uma carreira”, ou seja, que “é possível”, sim, viver-se da arte. “Eu vivo disto e há muitas pessoas que vivem disto.” Massimo pretende mostrar aos pais que se pode fazer uma carreira da arte e que esta área não é só “pintar à Picasso”, cerâmica também é uma arte, “porcelana, o desenho animado”.

Quando teve de fechar devido à pandemia, Massimo, apesar de se vender “os quadros”, ficou “preocupado, o que é que vou fazer”. Porém, admite que logo após o primeiro “lockdown”, teve várias inscrições e mais “pessoas ainda” após “o segundo lockdown”. Estas pessoas que foram conhecer e descobrir Massimo, continuam ainda com ele, acredita que “os abrantinos gostam de arte”.

Massimo já fez trabalhos com materiais diferentes, entre eles, “pintura com azeite no museu dos patudos” e ainda antes da pandemia, na feira da doçaria, “trabalhos com chocolate”. Massimo acredita que é possível “fazer muita coisa”, visto que um artista também vive da imaginação.


Após as exposições no Quartel de Artes em Abrantes, “a galeria fica aberta”, e Massimo informa que qualquer artista pode entregar o seu currículo para conseguir um lugar para mostrar a sua arte neste espaço. “Pode ser fotografo, pode ser teatro”, Massimo Espósito diz que “temos espaço para tudo".

Desde pintura, a vídeo, fotografias e outros tipos de arte, são diversas as áreas que irão estar em exposição na galeria municipal de Abrantes, até ao dia 7 de janeiro. São quatro exposições que contam com trabalhos de Massimo Espósito, Carlos Saramago, que terá uma grande exposição, e ainda outros artistas locais e dos arredores da cidade de Abrantes, entre eles amigos, conhecidos e ex-alunos de Massimo Exposito.